Há 35 anos, falecia Baltasar Lopes da Silva, pilar da literatura cabo-verdiana, cofundador do Movimento Claridoso, advogado e estudioso da língua de Cabo Verde. A sua obra mais conhecida é “Chiquinho”, traduzida em várias línguas e em que retrata, de forma estética e crítica, a sociedade cabo-verdiana do século XX, marcada por uma cultura própria, mas também pelo drama da fome e da emigração, como sublinham Filinto Elísio, Vincenzo Barca e Jairzinho Lopes Pereira, interpelados para o homenagear.